No parto normal o percurso é estreito e do carinho que chegou pela boca já não me lembro do gosto.


Na infância, o primeiro palavrão. Na maioridade, a terceira cirurgia. No segundo dia dos 25 anos, o jubileu.


Da arquitetura, admiro os monumentos. Do avião, olhar para baixo e ver o que normalmente vejo levantando a cabeça.


Dele, tocar as veias que saltam das suas mãos grandes enquanto sinto o cheiro de pão assando no andar de baixo.


De mim, tatuagens mal cicatrizadas e presenciar a estreia das pessoas.


O nunca mexe comigo.


Talvez, pela segunda posição me vestir melhor que a primeira, andei em busca das virgindades.


Não quero excluir o segundo lugar do pódio. Só prefiro receber um presente com o embrulho.


Nasci no dia 21, não 12. Só vice, sem versa. Faço aniversário com o Vasco e um dia depois dele.


Precisei deixar de lado a compulsão pelo um para tentar a vida a dois. Nesse caso, admito: viver o par é inaugurar, o ímpar, nem sempre.

